Semana Social 2009
Está próxima a Semana Social 2009 que decorrerá em Aveiro, de 20 a 22 de Novembro, no Centro Cultural e de Congressos. Subordinada ao tema A construção do bem comum: responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado, é uma organização da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Mais informações em http://www.ecclesia.pt/snpsocial/
Ateus, agnósticos e religiosos unidos em torno da Compaixão
Uma cerimónia reunindo ateus, agnósticos e representantes das várias religiões e credos marca domingo o ponto alto das celebrações em Portugal da Semana da Compaixão, iniciativa internacional que pretende alertar para a necessidade de se entender o próximo.
Ideia lançada em Fevereiro do ano passado por Karen Armstrong, uma ex-freira católica que se tem dedicado ao estudo das religiões monoteístas, a Semana da Compaixão inicia-se quinta-feira, dia em que será revelada a Carta da Compaixão, documento elaborado por personalidades religiosas de praticamente todo o mundo.
Em Portugal, ao longo da semana de 12 a 19, nos templos das várias confissões religiosas, desde católicos a hindus, passando por budistas, muçulmanos, baha’is, ismaelitas e judeus, vão ser feitas homilias, sermões e alocuções em que o tema central vai ser a compaixão, disse à Lusa Abdool Vakil, que chefia a comissão portuguesa para a Carta da Compaixão.
Fé igual a “apoiar-se em”
Fé não significa acreditar ou não acreditar se Deus existe, embora a nossa cultura tenha muitas vezes relacionado fé com essa discussão teórica. Fé, crer, significa, à letra, “apoiar-se em”. Devemos perguntar: “Em quem me apoio, em quem faço fé? Qual é o meu fundamento? Em quem confio?” Ora só faz sentido “fazer fé” em quem nos ama, sem condições! Alguém que não engana e me dá força para o caminho! Ser crente cristão é estar convicto de que o caminho de Cristo é o mais humano, apoiado na certeza de um Deus que é Pai, e pedagogicamente me conduz à liberdade.
Vasco Pinto Magalhães, SJ in Onde há crise há esperança
A mudança para Coimbra… ou um começo?
Se há três anos me perguntassem se pensava deixar Lisboa e ir viver para outra cidade, a resposta seria uma expressão de surpresa misturada com uma pitada de loucura. Volvidos três anos eu e o Tiago mudámo-nos para Coimbra pelas razões que todos vocês conhecem. As mudanças nunca são fáceis, pelo que parece óbvio que a postura a ter perante os factos é: não se trata de uma mudança mas sim de um começo.
Os começos são, para mim, e apesar dos sentimentos de tristeza e nostalgia que os 190km de distância de Lisboa me provocam, um tempo fascinante. Parece óbvio dizer que em cada início se escondem oportunidades e expectativas. No fundo, o início é marcado por novos caminhos. Fazemos o mesmo que normalmente fazíamos, mas encontramos uma energia que nos desperta para o compromisso, num outro espaço físico, num grupo humano com cultura e forma de estar diferentes. Para isso, são necessárias duas atitudes: a de saber o que verdadeiramente interessa e a de querer fazer descer a vida à nossa profundidade.
A vida é uma teia de acontecimentos e desejos, que nos movem cada dia para paisagens inesperadas. Contudo, é muito importante termos claro aquilo que não podemos deixar para trás, os nossos tempos e lugares de paragem e sabor. Cada um encontrará aquilo que significa este tempo ou este espaço: oração, tempo para conversas mais pessoais, dedicação a alguém em particular, ler, escrever, etc. Se lhe dedicarmos tempo e espaço cada dia, acabamos por voltar ao entusiasmo, encontramo-nos numa espécie de repetição rítmica dos nossos desejos profundos.
A segunda atitude de fundo é aquela de podermos descer à nossa profundidade e tomarmos o pulso dos acontecimentos. É muito saudável termos tempo e espaço para saborear o que acontece, ajuda-nos a falar em primeira pessoa nos acontecimentos de cada dia, sem nos deixarmos arrastar pela pressa, pelo stress, ou pela velocidade do que vai acontecendo. Assim, em momentos de solidão e silêncio, deixamos falar aquilo que é mais importante: a qualidade interior do que somos e do que fazemos.
Um óptimo fim de semana para todos!
Rótulo ecológico
São já dez as empresas portuguesas certificadas com o Rótulo Ecológico Europeu, símbolo atribuído às marcas que promovem produtos e serviços que contribuem para reduzir os impactos ambientais negativos (por comparação com outros artigos do mesmo grupo).
Se gosta de comprar bens e serviços amigos do ambiente, tome nota das empresas nacionais distinguidas: Tintas Robialac, Hempel Portugal, Natura Pura Ibérica, a Refúgio Atlântico, Turiviana, Lasa, F.Lima, Tintas Dyrup, Renova e COELIMA.
Para hoje… Ágape
Ágape, a palavra grega que traduzimos por Caridade, é aquilo que o próprio Deus é, Amor de Benevolência, total capacidade de dom e acolhimento, em Festa. E nós também nos podemos definir sempre por estas duas dimensões. A caridade é perceber que nós, na nossa raiz, na nossa essência, somos fundamentalmente uma capacidade de acolhimento e, simultaneamente, uma capacidade de dom, de fazer de nós um bem para o outro. E posso ser muito caridoso no sentido de dar, mas não saber receber. Há muito amor em saber receber, em engrandecer o outro fazendo-se pequenino.
Vasco P. Magalhães, sj
E eu que tenho dado tão pouco… e recebido tanto…
Jardim Botânico de Coimbra (1)
Visitar um jardim botânico é como viajar pelo planeta sem sair da cidade. As colecções de plantas que preenchem cada espaço transportam-nos para diferentes latitudes e regiões do mundo, transformando o Jardim num verdadeiro museu vivo.
O Jardim Botânico, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por 13 hectares em terrenos que na sua maior parte foram doados pelos frades Beneditinos.
Os jardins botânicos surgem na Europa como consequência da expansão europeia do século XV. O contacto com plantas e animais exóticos despertou o interesse pelo seu estudo. oOJardim Botânico de Coimbra foi criado com o objectivo de complementar o estudo da História Natural e da Medicina. Podemos destacar neste período o naturalista e botânico Avelar Brotero com várias publicações científicas, entre as quais a primeira Flora Lusitana (1804). Este investigador português deu início à primeira escola prática de Botânica.
O Jardim é também um espaço de tranquilidade, repleto de recantos que nos convidam simplesmente a um passeio.
Para mais informações consultem: http://www.uc.pt/jardimbotanico.
PS: É uma vergonha, bem sei, mas eu e o Tiago ainda não visitámos este lugar magnífico, apesar de passarmos ao lado dele, todos os dias!

Recanto Tropical

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Estufa Grande
Pessoas ficam mais felizes à medida que envelhecem
Apesar das preocupações com doenças ou rendimentos, velhice tende a ser época dourada.
À medida que mais pessoas vivem até aos cem anos, é tranquilizador saber que a maioria fica mais feliz à medida que envelhece e exerce maior controlo emocional do que os jovens adultos. Esta é pelo menos a conclusão de alguns investigadores que participam na convenção anual da Associação de Psicólogos Americanos.
“A esperança de vida mudou, porque as pessoas mudaram a maneira como vivem”, disse Lauren Carstensen. Apesar das preocupações com doenças ou rendimentos, a velhice tende a ser uma época dourada, dizem os especialistas, que descobriram que os idosos sabem aproveitar bem o tempo que lhes resta e aprenderam a evitar situações que os fazem sentir tristes ou com stress. Os idosos “evitam colocar-se em situações em que vão ser infelizes. Também tiveram mais tempo para aprender e compreender as intenções dos outros, o que os ajuda a evitar situações de stress”, indicou.
Um dos conselhos é imaginar formas de gozar os anos que aí vêm e pensar em viver bem e de forma saudável até aos cem anos.
Quando li esta notícia, também eu fiquei mais feliz!!! Não só por saber que o futuro que me espera é previsivelmente positivo, mas em particular porque vi nesta notícia um post perfeito para este blog. É que a vida é mesmo bela, mesmo quando nos parece exactamente o contrário. Não gosto de fazer comentários furtuitos mas para mim não há nada melhor que viver e saber ser feliz… porque a felicidade também se constrói!
Fonte: Diário de Notícias, 09Ago2010
Há palavras que nos beijam
Comemora-se o 10.º aniversário da morte da fadista Amália Rodrigues. Recordo-me dos tempos em que dizia não gostar de fado… não o conhecendo… Em modo de homenagem deixo-vos aqui a letra do fado que mais gosto de ouvir do Alexandre O’Neill…
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Não aprendemos com os erros, mas com o que fazemos bem
Um estudo neurológico realizado com macacos mostra que apenas as células reagem à experiência do erro e, portanto, errar não melhora o comportamento.
As células do cérebro envolvidas na memória e na aprendizagem têm uma resposta mais sensata quando o indivíduo faz alguma coisa bem do que quando comete um erro. Neste caso, registam-se apenas alterações no cérebro o que leva os cientistas a considerarem que os bons actos melhoram o comportamento.
“Mostramos como as células do cérebro evoluem quando um comportamento recente teve ou não êxito na sua execução”, explica Miller. No primeiro caso, quando há êxito, as células ajustam-se melhor ao que o animal está a aprender, enquanto que, em caso de erro, não há mudanças nem melhoras no comportamento do animal.
O objectivo da investigação é conhecer melhor os mecanismos neurológicos ao relacionar a informação do ambiente envolvente com a plasticidade dos neurónios, ou seja, a capacidade de mudança cerebral em resposta ao tipo de experiência.
