Arquivo para Dezembro, 2007

Natal

Dá-me um toque! e depois lê! 

O Natal é uma canseira, uma despesa, uma trapalhada. Perder imenso tempo a fazer doces e decorações, gastar um dinheirão em presentes e jantares, suportar a confusão dos cartões de boas-festas, e-mails, SMS e das refeições de família. Nestes dias, com tanta correria, nem se consegue sentir a paz do Natal, precisamente porque é Natal.

É assim desde o princípio.

A canseira que não foi para a Senhora, grávida de mais de oito meses, fazer centenas de quilómetros até Belém! A despesa da viagem, do nascimento, da ida para o Egipto! A trapalhada do recenseamento, da falta de acolhimento, do estábulo! Para não falar na confusão das visitas dos pastores, dos magos e, pior, dos soldados de Herodes.

Acima de tudo, canseira, despesa e trapalhada estão mesmo no centro do mistério supremo que nos leva ainda hoje a celebrar o Natal. Porque o Deus sublime quis vir através dos céus nascer como um bebé. Porque o Senhor do universo dissipou toda a sua glória, escondendo-a naquele estábulo. Porque Ele sabia que os homens não o reconheceriam e iriam desprezá-lo e tentar matá-lo, até conseguirem.

O Natal só existe porque o Verbo de Deus quis suportar uma enorme canseira, despesa e trapalhada pela nossa salvação. Por isso hoje, quando corremos, gastamos e sofremos por causa do Natal, ao menos lembremo-nos do que Ele, sua Mãe e seu pai correram, gastaram, sofreram. Por nós.

Participar no Natal é amar o próximo, mudar de vida, entrar no amor. Levar esse amor aos outros através dos nossos gestos e atitudes, do nosso tempo e dedicação, da nossa ajuda e trabalho, da nossa alegria. Mas se não o fizermos, mesmo que não o queiramos fazer, ao menos participamos no Natal repetindo a canseira, despesa e trapalhada que foi desde o princípio. 

Um Santo Natal e Feliz Ano Novo!

adaptado de João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

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A vida é mais bela quando a produção de energia renovável aumenta…

A energia eléctrica produzida a partir de fontes de energia renováveis aumentou 39% nos primeiros nove meses deste ano, em Portugal, para um total de 7.365 mega watts. De acordo com a agência Lusa, citada pelo Diário Económico, só a produção de energia eólica (do vento) aumentou até ao terceiro trimestre deste ano 63% face aos primeiros nove meses de 2006. Já a produção hídrica (barragens e centrais mini-hídricas) teve um crescimento de 41%, em grande parte devido ao aumento de produção das bacias do Douro (mais 57%), Cávado (mais 44%) e Tejo (mais 30%). Cabe igualmente à sociedade civil incentivar estes investimentos através da procura deste tipo de energia.

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O país mais generoso do mundo é…

A Suécia é o país mais generoso. Portugal está 21 lugar, entre 22 países desenvolvidos e analisados pela organização. A informação está disponível num blogue brasileiro feito por um jornalista do site de informação Estadão e cita um estudo de uma organização espanhola, a Dara. Mas as surpresas deste estudo não se ficam por Portugal. Os Estados Unidos aparecem em 16º lugar entre os 22 países analisados, que incluiu ainda a União Europeia. No estudo são comparados parâmetros diversos. Os americanos são os que dão mais dinheiro, para acções humanitárias, em números absolutos. No entanto, o valor «dado» apenas representa 0,22 por cento de seu PIB, contra cerca de 0,9 por cento da Suécia.

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A vida é mais bela… com menos poluição!

Depois das dificuldades na tomada de um acordo, na conferência de Bali ficou decidido iniciar até Abril de 2008 as negociações para um novo protocolo que sucederá ao de Quioto depois de 2012. Pelo acordo alcançado, as negociações para o novo protocolo de combate às alterações climáticas deverão terminar no final de 2009, tendo como objectivo central uma redução de 25 a 40 por cento das emissões de gases até 2020 e de 50 por cento até 2050. A verdade é que o esforço não passa só pelas hierarquias políticas… O maior esforço e o maior exemplo deverá partir da sociedade civil. Vamos acarinhar a nossa Terra!

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A vida é mais bela quando paro por um momento…

Paro por um momento para reflectir sobre a presença de Deus
dentro de mim e à minha volta.
Criador do universo, do céu e da lua, da terra,
de cada molécula, de cada átomo, de tudo o que existe:
Deus está no bater do meu coração.
Deus está comigo aqui e agora.

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XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

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aprender

“Aprender é mais do que adquirir novos conhecimentos e competências. É também encontrar o sentido do mundo e criar novos conhecimentos. Implica testar novas experiências, mesmo que em oposição a formas anteriores de pensar e fazer as coisas, e mudar hábitos mentais. E envolve utilizar ideias de outras pessoas expressas naquilo que dizem, que escrevem ou fazem.” (Mary James, 2007).

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meditação_segunda

Se Deus estivesse a tentar dizer-me alguma coisa, será que eu compreendia?
Se Deus estivesse a confortar-me ou a desafiar-me, será que eu dava conta?
Peço a graça de estar liberto(a) das minhas preocupações
e de estar aberto(a) ao que Deus me está a dizer.

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Imaculada Conceição_meditação

O dogma proclamado a 8 de Dezembro de 1854 por Pio IX declara a santidade da Virgem Maria desde o primeiro momento da sua existência

1. O dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8.12.1854 por Pio IX (Bula “Ineffabilis Deus”), declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a ‘Nova Eva’ (S.Ireneu).2. Apesar da sua reconhecida devoção a Nossa Senhora, homens como S. Bernardo, S. Alberto Magno, S. Boaventura e S. Tomás tiveram dificuldade em admitir a Imaculada Conceição, porque difícil de conciliar com o dogma da universalidade da Redenção.

Proclamar a Imaculada Conceição parecia implicar retirar a Virgem Maria da órbita da Redenção em Jesus Cristo, a qual, por ser necessária e absoluta, era tão universal como o pecado original. Se a Virgem Maria não estivesse incluída no número dos que contraíam o pecado de Adão, ficava então igualmente excluída da redenção, e esta não seria universal, pois não abrangeria todos os descendentes de Adão.

Perante esta alternativa, foram como que obrigados a negar o privilégio de Maria até ser possível conciliá-lo com o dogma da universalidade da redenção em Cristo.

3. A solução do problema foi dada pelo beato Duns Escoto (séc. XIV), segundo o qual a Imaculada Conceição não exclui a Virgem Maria da redenção, porque ela foi preventivamente redimida pelo seu próprio Filho. Ela foi antecipadamente redimida e por conseguinte preparada para a sua divina maternidade. Esta explicação acabou por ser recebida na teologia e nas declarações do magistério.

4. Como todos os dogmas, também a ‘Imaculada Conceição’ foi a solene proclamação da fé do povo de Deus, do sentir da Igreja, do que nós poderíamos chamar a ‘devoção popular’. A ‘Imaculada Conceição’ caracteriza o catolicismo em Portugal, tendo sido sob esta invocação Nossa Senhora proclamada por D. João IV Rainha e Padroeira de Portugal, no dia 25 de Março de 1646, título que nenhum regime, mesmo o republicano e o que surgiu de Abril de 1974, foi capaz de abolir.

Na Universidade de Coimbra, ela é a Padroeira, ainda hoje, e houve tempos em que defender esta verdade da fé era título de honra e compromisso de todo o lente daquela Universidade! Mas que significa para nós hoje este admirável mistério?

5. O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi a solene confirmação do mistério central da fé. A Virgem Maria foi pensada por Deus como a mediadora do mistério da Incarnação.

Porque chamada a ser a mediadora deste mistério, a Virgem Maria não podia ser pensada senão como a primeira totalmente redimida, e como a primeira redimida é que ela concebeu sem pecado o Filho de Deus, porque sem pecado foi concebida.

Ao acolher a Palavra do Anjo, a Virgem Maria permitiu que a Palavra eterna de Deus assumisse a carne do pecado e por causa desta assunção ela foi previamente redimida pelo seu próprio Filho. Por ela o Verbo de Deus entra na história, inaugurando o tempo da Graça e da Liberdade dos filhos de Deus.

A Virgem Maria abriu a porta do mundo para o Advento do Deus redentor, na carne da humanidade. Ela é por excelência a primeira na ordem da Redenção.

O dogma da Imaculada Conceição proclama que ela desde o início do seu ser não foi apenas envolvida pelo mistério da Graça da redenção prometida, mas a primeira redimida pelo seu Filho que ia gerar; este dogma toca, portanto, no centro do mistério da Redenção.

A ‘Imaculada Conceição’ mostra a Virgem Maria como a primeira na ordem da Redenção, Redenção esta que não pode acontecer sem ela. Sem a Imaculada Conceição da Virgem Maria não seria pensável a redenção, como vitória divinizante da natureza humana sobre o pecado do mundo.

6. A Virgem Maria é a primeira redimida: depois dela e por meio dela, todos são chamados a participar na vitória da redenção, através do baptismo, pelo qual o homem é regenerado, e chamado também a ser santo e imaculado na presença de Deus.

A Imaculada Conceição eleva a Virgem Maria a paradigma da antropologia cristã. Ela manifesta de um modo eminente a transfiguração do homem que se opera pela participação no mistério de Cristo, com o qual por graça o homem é chamado a configurar-se.

A Imaculada Conceição da Virgem Maria revela a ontológica transfiguração do ser e da existência na relação com o Verbo de Deus encarnado. Paradigma da antropologia cristã, a Imaculada Conceição é o caso eminente da redenção pela graça, a que ela corresponde, na plena liberdade do ‘ecce ancilla’, no mistério da Anunciação. Não apenas do ‘homem novo’, mas também da Igreja.

Mariano, com certeza, o dogma da ‘Imaculada Conceição’ é também eclesial, porque nela se espelha o que é o mistério da Igreja a qual, tendo na Virgem Imaculada a sua figura excelsa (cf. LG 53; 63), é também santa e imaculada, Mãe e Virgem puríssima dos seus filhos gerados nas águas do baptismo.

Por isso, com razão na ‘Imaculada Conceição’, a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria, talvez como em nenhum outro dia, porque aí está o exemplo das maravilhas de Deus na história, do que Ele pode fazer na Igreja e na vida de cada crente se como a Virgem Santa Maria cada qual se colocar na mesma atitude de filial obediência e de amor, naquele cujo Nome é grande e que grandes coisas realizou na sua humilde serva! Bem-aventurada a nação que se honra por tê-la como Mãe e Padroeira!

José Jacinto Ferreira de Farias, scj

Retirado de Agência Ecclesia 

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150 fotografias pelo Darfur

Darfur Darfur é o retrato do sofrimento no Sudão. Uma exposição de 150 fotografias que está a correr o mundo. Fotografias dos dramas que sete fotógrafos testemunharam no local. Nova Iorque, Toronto, Estocolmo e Roterdão foram palcos que anteriormente acolheram o trabalho fotográfico. A Gare do Oriente, em Lisboa, é até ao dia 9 de Dezembro o local para testemunhar o que as máquinas fotográficas captaram.

Mais informações em www.pordarfur.org

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