Arquivo para Janeiro, 2008

Objectivos de desenvolvimento do milénio

A Declaração do Milénio, adoptada em 2000, por todos os 189 Estados Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, veio lançar um processo decisivo da cooperação global no século XXI. Nela foi dado um enorme impulso às questões do Desenvolvimento, com a identificação dos desafios centrais enfrentados pela Humanidade no limiar do novo milénio, e com a aprovação dos denominados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDGs) pela comunidade internacional, a serem atingidos num prazo de 25 anos, nomeadamente: (1) erradicar a pobreza extrema e a fome, (2) alcançar a educação primária universal, (3) promover a igualdade do género e capacitar as mulheres, (4) reduzir a mortalidade infantil, (5) melhorar a saúde materna, (6) combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças, (7) assegurar a sustentabilidade ambiental e (8) desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento. Foram ainda aí estabelecidas metas quantitativas para a maioria dos objectivos, com vista a possibilitar a medição e acompanhamento dos progressos efectuados na sua concretização, ao nível global e nacional.

Falou-se muito dos Objectivos do Milénio em 2000, mas depois estas metas caíram no esquecimento, pelo menos no esquecimento dos aclamados países desenvolvidos. Talvez porque os Objectivos do Milénio não logram o bem-estar de todos, mas, em especial, o bem estar dos países em vias de desenvolvimento e também as células de pobreza e os focos de desumanidade que encontramos, igualmente, nos países mais prósperos. Ao revê-los, pensei, confesso, a vida é bela, mas não o é para todos… Em muitas realidades onde a precariedade e a fragilidade é transversal a toda a sociedade, suspeito, com tristeza, que nem a riqueza espiritual consegue embelezar uma vida que sobrevive… E o que posso eu fazer? É com um aperto no peito que concluo que as minhas orações não serão suficientes para “enriquecer” a vida dos que mais sofrem simplesmente porque nasceram na coordenada geográfica errada!

Susana Faria

Deixe um comentário »

JESUS CRISTO SUPER STAR

A célebre ópera-rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber estreou no mês de Junho de 2007, no Teatro Rivoli do Porto, obtendo um sucesso que esgotou durante 6 meses aquela sala de espectáculos da cidade invicta. O mesmo êxito está agora a acontecer na cidade de Lisboa, onde o público esgota toda as sessões no Teatro Politeama. Também esgotou na passada quarta-feira, dia em que eu fui com grandes expectativas (apesar de não apreciar especialmente musicais) ver Jesus Cristo Super Star. Jesus Cristo Superstar baseia-se na vida de Jesus Cristo através dos olhos de Judas. Tecnicamente era uma ópera rock: todos os diálogos são canções. Quando foi produzido pela primeira vez ainda não era uma peça. Jesus Cristo Superstar era um álbum, que depressa alcançou os maiores tops de venda. O álbum surgiu porque Webber e Rice não arranjaram financiamento para o levar para o palco. Mas, devido ao seu sucesso, rapidamente tal aconteceu. Em 1973, Jesus Cristo Superstar passou para as tela do cinema pela mão de Norwan Jewison, transformando-se num enorme êxito que apaixonou corações. Relevante e intemporal, Jesus Cristo Superstar é o musical inspirado na maior história de todos os tempos e, nos nossos dias, mais actuante e revolucionária do que no tempo em que pela primeira vez subiu ao palco. O século XXI trouxe-nos o Terrorismo, a hegemonia dos Estados Unidos da América (a nova Roma do tempo de Cristo), o mundo super-capitalista e os fundamentalismos religiosos árabes. A ideia de contar a história de Cristo, identificando-a com as grandes audiências de agora, é revolucionária. Aqui estamos, vinte e um séculos mais tarde, talvez a precisar da mensagem desta História, agora mais do que nunca.

Eu adorei! Para quem conhece a mensagem do Evangelho, quem a medita no coração, fica extasiado ao visualizar o que todos nós sabemos ter acontecido. Há cenas muito dramáticas, talvez pela perfeição dos actores que encarnam, de forma espectacular, as personagens, em especial, Judas e Maria Madalena. Vale a pena ir ver!

Susana Faria

Deixe um comentário »

Finalmente um Tratado de Paz EUA-Coreia do Norte- RP da China?

A Coreia do Norte fez saber hoje através do seu diário oficial que deseja a assinatura rápida de um tratado de paz formal com os Estados Unidos. “É urgente substituir o armistício por um acordo de paz”, referiu o jornal Rodong Sinmun, citado pela agência de imprensa norte-coreana KCNA. “A assinatura rápida de um acordo de paz permitiria passar das relações de beligerância implícita entre a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e os Estados Unidos para relações pacíficas fundadas na confiança para garantir uma paz duradoura e a estabilidade na península da Coreia”, acrescenta o periódico. A guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um armistício, mas sem tratado de paz, deixando tecnicamente a península coreana em estado de guerra. A assinatura de um tratado de paz necessitaria, para além da assinatura dos Estados Unidos, a da China, parte integrante do conflito coreano. Os Estados Unidos fizeram saber por várias vezes que a sua participação num tratado de paz e a normalização das relações com a Coreia do Norte depende dos progressos realizados por Pyongyang na via da sua desnuclearização, em impasse há várias semanas. Para os Estados Unidos, a Coreia do Norte não cumpriu um dos seus principais compromissos: fornecer uma descrição completa e detalhada dos seus programas nucleares até ao final de 2007.

Os Tratados de Paz são resultado de negociações diplomáticas e estas, infelizmente, são na maior parte das vezes resultado de negociações de interesses. Parece-me a mim que o interesse primordial é a paz e a qualidade de vida daqueles milhões de pessoas. Vamos ser optimistas e rezar para que os interesses essencias vençam os interreses egocêntricos dos países envolvidos.

Susana Faria 

Deixe um comentário »

A vida é bela… com mais compaixão (FIM)

«Por acréscimo, talvez uma fé religiosa, caso a tenham, seja útil para alargarem essas qualidades. Os Evangelhos, por exemplo, ensinam-nos a dar a outra face, o que nos mostra claramente a prática da tolerância. Para mim, a mensagem principal dos Evangelhos é o amor pelos seres humanos, nossos semelhantes, e a razão pela qual o desenvolvemos é o amor que temos por Deus – o que eu compreendo no sentido de ter um amor infinito. Este tipo de ensinamentos religiosos são muito poderosos para desenvolver e ampliar as nossas qualidades. A abordagem budista apresenta um método muito preciso. Primeiro, procuramos considerar todos os seres sensíveis como iguais. Depois, consideramos que a vida de todos os seres é tão preciosa como a nossa e desenvolvemos assim um sentimento de interesse pelos demais. E no caso de uma pessoa sem fé religiosa? Seguir ou não uma religião é um assunto do foro de cada indivíduo. Pode-se muito bem passar sem religião e, nalguns casos, isso torna inclusivamente a vida mais simples! Mas o facto de não terem qualquer interesse pela religião não deve fazer com que negligenciem o valor das qualidades humanas. Enquanto seres humanos e membros da sociedade humana, temos necessidade da compaixão. Sem ela não podemos ser felizes. Uma vez que todos desejamos ser felizes e ter amigos e uma família feliz, temos de cultivar a compaixão e a afeição. É importante reconhecer que há dois níveis de espiritualidade: um com fé religiosa, outro sem. Com este último, devemos tentar simplesmente ser pessoas de bom coração. Devemos também lembrar-nos que ao cultivarmos uma atitude compassiva a não-violência surge automaticamente. Não-violência não é um termo diplomático, é a compaixão em acção. Não-violência, por sua vez, significa diálogo, significa usar a linguagem para comunicar. E diálogo significa compromisso: ouvir a opinião dos outros e respeitar os direitos dos outros num espírito de reconciliação. A realidade do mundo de hoje implica que temos de aprender a pensar deste modo. Esta é a base da minha abordagem das coisas – a abordagem do ‘caminho do meio’. Ou seja, num espírito de reconciliação, eu advogo uma partilha de interesses, de modo a que seja possível um verdadeiro progresso. O compromisso é a única via. Através de meios não-violentos podemos partilhar visões, sentimentos e direitos e, deste modo, podemos resolver os problemas. Por vezes digo que o Século XX foi o século do sangue derramado, um século de guerras. Ao longo do Século XX houve mais conflitos, mais derramamento de sangue e mais armas do que em qualquer outro. Portanto, com a experiência que todos nós tivemos desse século e com tudo o que aprendemos, creio que devíamos considerar o próximo como um século de diálogo. O princípio da não-violência deve ser praticado por toda a parte. Ora, isso não se consegue se ficarmos simplesmente aqui sentados a rezar. Isso implica trabalho, esforço e mais esforço.» (FIM)
em “A Compaixão: Fundamento da Felicidade Humana” por Sua Santidade o Dalai Lama
Nestes posts em que partilhei convosco palavras sábias dum dos maiores sábios do mundo actual, encontrei uma mensagem ecuménica que me ajudou a abrir o meu espírito e o meu coração. É mais fácil, e certamente mais cómodo, pensar que as diferenças entre os homens são motivo maior para conflitos e desunião. E, assim, agimos em conformidade com este pensamento… é mais fácil, menos cansativo; pelo menos se quisermos uma vida repleta de comodismos e supercialidades. Agora, parem um minuto, fechem os olhos, abram a vossa mente e imaginem um mundo onde reina a compaixão unicamente ao  serviço de Deus, de Alá, do Buda, de Shiva, de Confúcio… Depois, pensem que estas “entidades”, sendo Deus ou deuses, são amigos. E, afinal, para espanto de todos, até têm o mesmo objectivo: levar ao mundo a compaixão como fundamento da felicidade! Mas estão tristes… porque o Homem não está atento à Verdade, não escuta o seu coração, não medita a sua vida!
Susana Faria

Deixe um comentário »

Dez coisas simples para salvar o mundo

Quando ouvimos falar em aquecimento global temos a impressão de que estamos a falar de algo à escala planetária, em relação ao qual cada um de nós, individualmente, nada pode fazer. Não é bem assim. Há dez pequenas coisas que que fazem uma grande diferença na produção anual de dióxido de carbono que é o principal responsável pelo aquecimento global e o efeito de estufa. Quer saber quais são?
  • Substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes. Cada subsituição poupa 68kg de dióxido de carbono por ano.
  • Ande a pé (óptimo para a saúde), de bicicleta, de transportes públicos, etc. e poupe 300gr de dióxido de carbono por cada km em que não usar o seu carro.
  • Reclicle metade do seu lixo doméstico e poupe cerca de 1100kg de dióxido de carbono.
  • Verifique os pneus e poupe 3% de combustível. Por cada 3l de gasolina poupada, poupa 9kg de dióxido de carbono.
  • Poupe água quente. Aquecer água requer muita energia. Se reduzir o fluxo do seu duche pode poupar até 160kg de CO2 por ano e se lavar a roupa com água fria ou tépida pode poupar até 225kg por ano.
  • Evite as embalagens desnecessárias, os sacos de plástico em excesso. Pode poupar até 540kg de dióxido de carbono por ano se reduzir o lixo domestico em 10%.
  • Ajuste o termóstato. Desça-o de dois graus no Inverno e suba-o de dois graus no Verão e poupe 900kg de dióxido de carbono por ano.
  • Plante uma árvore. Ela irá absorver uma tonelada de dióxido de carbono no decorrer da sua vida.
  • Apague a televisão, o leitor de DVD, o computador, etc. quando não está a utilizá-los e poupe centenas de quilos de dióxido de carbono.
  • Passe a palavra aos outros e incite-os a poupar também.

Faça as contas! É espantoso o que cada um de nós pode fazer. Agora imagine o que podemos fazer todos juntos. Saiba mais sobre a questão em: www.climatecrises.org.

Susana Faria

Comentários (4) »

A vida é bela… com mais compaixão (5)

«Podemos igualmente abordar a importância da compaixão através da inteligência e do raciocínio. Se eu ajudar uma pessoa e lhe mostrar o interesse que tenho por ela, acabo por também beneficiar disso. Todavia, se eu fizer mal aos outros, talvez venha a encontrar-me em dificuldades. A nossa inteligência pode ajudar-nos a ajustar a nossa atitude a este respeito. Se a utilizarmos bem, podemos descobrir como levar a cabo o nosso interesse próprio levando um tipo de vida compassiva. Podemos, inclusivamente, usar o argumento de que ser compassivo é, em última análise, a melhor forma de egoísmo. Com efeito, o verdadeiro amor deve começar por ser direccionado para nós. Neste contexto, não creio que o egoísmo esteja errado. Gostar de si próprio é fundamental. Se não gostarmos de nós, como havemos de amar os outros? Há dois sentimentos de ‘eu’ diferentes. Um deles, que não hesita em fazer mal às pessoas, é negativo e só nos traz problemas. O outro, baseado na determinação, na força de vontade e na autoconfiança, é um sentimento de ‘eu’ absolutamente necessário. Sem ele, como poderíamos cultivar a confiança necessária para cumprirmos os objectivos que nos impomos? De modo semelhante, há igualmente dois tipos de desejo. O ódio, no entanto, é invariavelmente negativo e destruidor da harmonia. Como diminuir o ódio? Geralmente, o ódio é precedido pela irritação. A irritação surge como uma reacção emotiva e desenvolve-se gradualmente até ao sentimento de ódio. Neste caso, a habilidade consiste em saber, antes de mais, que a irritação é algo de negativo. Sempre que a irritação está prestes a surgir, podemos treinar-nos a ver o objecto da nossa raiva sob um prisma diferente. Basicamente, toda e qualquer pessoa ou circunstância que nos provoca raiva é relativa; vista de um certo ângulo provoca-nos raiva, mas, se a virmos noutra perspectiva, talvez possamos descobrir algumas coisas boas nela. Por exemplo, eu perdi o meu país e tornei-me um refugiado. Se olhar para esta situação sob este ângulo, talvez me sinta frustrado e triste. Todavia, o mesmo acontecimento criou-me novas oportunidades – encontrar-me com pessoas de outras tradições religiosas e assim por diante. Desenvolver uma maneira mais flexível de ver as coisas ajuda-nos a cultivar uma atitude mental mais equilibrada. Este é um dos métodos. Noutras situações, por exemplo, ficamos doentes e quanto mais pensamos na nossa doença mais frustrados ficamos. Neste caso, talvez seja útil compararmos a nossa situação com o pior cenário possível relacionado com essa doença ou com o que aconteceria se tivéssemos apanhado uma doença ainda pior, etc. Deste modo, podemos consolar-nos, ao compreendermos que podia ser pior. Uma vez mais, treinamo-nos em ver a relatividade da nossa situação. Se a compararmos com algo de muito pior, isso reduz imediatamente a nossa frustração. Similarmente, quando as dificuldades surgem, talvez elas nos pareçam enormes se as olharmos de perto, mas, se olharmos para o mesmo problema numa perspectiva mais alargada, ele parece logo menos importante. Graças a estes métodos e ao desenvolvimento de uma perspectiva mais vasta das coisas, sempre que tivermos de enfrentar problemas poderemos diminuir a frustração. Talvez precisem de um esforço constante, mas, se o aplicarem deste modo, verão que o vosso lado irritado irá diminuir. Enquanto isso, o vosso lado compassivo vai-se fortalecendo e o vosso potencial positivo desenvolvendo. Combinando estas duas abordagens, uma pessoa negativa pode tornar-se numa boa pessoa. É este método que utilizamos para efectuar esta transformação.» (Continua)

em “A Compaixão: Fundamento da Felicidade Humana” por Sua Santidade o Dalai Lama

Quando reli e meditei este excerto identifiqui-me, de imediato, com a mensagem inter-religiosa que nele é transmitida. É uma mensagem de esperança. Mas não se trata duma esperança passiva, mas sim de uma esperança activa. A esperança que temos na salvação para uma vida gloriosa tem que começar na nossa vida mundana. Não foi isso que Cristo nos ensinou? Não é tarefa fácil, mas eu vou esforçar-me! Pelo menos é essa minha intença, é essa a força que peço ao Espírito Santo, para que, assim, possa ser mais compassiva.

Susana Faria

Deixe um comentário »

O nosso melhor amigo

Olá……. Eu sou Jesus!

Eu estou ao teu lado e sou aquele que nunca desacredita nos teus sonhos. Sou eu que às vezes altero o teu itinerário e até atraso os teus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis. Sim, sou eu que falo ao teu ouvido aquelas “inspirações” que tu acreditas que acabaste de ter como uma “grande ideia”. Sou eu quem te causa aqueles arrepios quando tu te aproximas de lugares ou situações que te vão fazer mal. Sou eu quem chora por ti quando tu, com a tua teimosia, insistes em fazer tudo ao contrário só para desafiares o  mundo. Quantas noites passei na cabeceira da tua cama velando pela tua saúde, cuidando da tua febre e renovando as tuas energias. Quantos dias eu te segui para que não entrasses naquele autocarro, carro e até avião? Em quantas ruas escuras eu te guiei em segurança? Não sei, perdi a conta, e isso não importa. O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando tu assumes a postura de vítima do mundo, quando tu não acreditas na tua capacidade de resolver os problemas, quando tu aceitas as situações como insolúveis, quando tu páras de “lutar” e simplesmente reclamas de tudo e de todos, quando tu desistes de ser feliz e culpas outra pessoa pela tua infelicidade, quando tu deixas de sorrir e assumes que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas, quando tu te esqueces até de mim. Eu sou Jesus, aquele que Deus deu para morrer em teu lugar na cruz do calvário, em sacrifício, para que os pecados do mundo fossem perdoados. Já que me deixaram falar directamente contigo, gostaria de te lembrar, que estou sempre ao teu lado, mesmo quando acreditas estar totalmente só e abandonado. Até mesmo neste momento estou a segurar a tua mão, estou a consolar o teu coração, estou a olhar para ti e, por amar-te tanto, fico triste com a tua tristeza. Mas como eu sei que nasceste para adorar o meu Pai que está nos céus, eu agradeço-Lhe a oportunidade bendita de te conhecer e cuidar de ti, porque tu és realmente muito especial para mim. Ora, louva, agradece. Eu estou aqui contigo, a ouvir-te. uitos esquecem que tem um amigo fiel ao seu lado… JESUS é o nosso melhor amigo!!!

Susana Faria

Deixe um comentário »

Intimidades…

Paro por um momento para reflectir sobre a presença de Deus
dentro de mim e à minha volta.
Criador do universo, do céu e da lua, da terra,
de cada molécula, de cada átomo, de tudo o que existe:
Deus está no bater do meu coração.
Deus está comigo aqui e agora.

Se Deus estivesse a tentar dizer-me alguma coisa, será que eu compreendia?
Se Deus estivesse a confortar-me ou a desafiar-me, será que eu dava conta?
Peço a graça de estar liberto(a) das minhas preocupações
e de estar aberto(a) ao que Deus me está a dizer.

Existo numa teia de relações – com a natureza, com os outros, com Deus.
Identifico os laços que me unem às coisas, aos outros e a Deus
e agradeço a vida que através deles continua e se renova.
Algumas destas relações estão distorcidas ou foram cortadas:
posso sentir arrependimento, fúria ou desilusão.
Peço o dom da aceitação e do perdão.

Deus fala a cada um de nós individualmente. Preciso de estar atento para ouvir aquilo que Ele tem para me dizer.

Dou-me conta das minhas próprias reacções quando rezo pela Palavra?
Sinto-me desafiado(a), confortado(a), incomodado(a)?
Imagino Jesus, sentado ou de pé, junto a mim.
Falo-lhe do que sinto e oiço-O, como dois amigos íntimos.

Agora, a minha vida é mais bela!

Susana Faria

Deixe um comentário »

A vida é bela… com uma sociedade ecuménica!

Celebramos, este ano, um século sobre o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que terá lugar de hoje até dia 25 de Janeiro. Nela relembramos o gesto profético de Paul Wattson, que abriu um fecundo caminho que, ao longo de cem anos, congregou um número crescente de cristãos, provenientes das mais diversas tradições, em torno da oração pela reconciliação entre os discípulos e discípulas de Cristo e pela procura incessante e sempre renovada da unidade desejada pelo mesmo Cristo. Uma unidade na fé, na verdade e na caridade. Uma unidade no essencial, no respeito pela legítima pluralidade das diferentes tradições. Os caminhos apontados revelaram as inúmeras possibilidades de construção e de vivência desta unidade no concreto da vida das Igrejas e de cada cristão: empenho social, luta pela integridade da criação, defesa dos direitos humanos, procura de uma civilização mais justa e fraterna, acolhimento do outro na sua diferença e na sua riqueza… Mas este Oitavário remete-nos para o essencial: não há unidade dos cristãos sem reconciliação, e esta é obra do Espírito em nós. Porque não arriscar a ir ao encontro dos outros e a perceber que é possível rezarmos em conjunto? Acreditamos no mesmo Senhor, acolhemos a Sua palavra, dirigimos para Ele a nossa oração comum. Se muito há ainda para andar, a verdade é que o caminho faz-se andando. E, como relembrou o Irmão Roger de Taizé na sua estadia em Lisboa, pouco antes de morrer, “nada nos torna mais responsáveis do que a nossa oração”. Em cada ano, o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos surge como uma oportunidade para colocar diante de debates, reflexões e orações as razões para a união entre os que professam a fé no mesmo Cristo. Vamos então celebrar esta união da melhor forma… com o desejo e a disponibilidade que temos dentro de nós!

Susana Faria

Deixe um comentário »

Finalmente a descoberta da cura da leucemia???

Cientistas britânicos afirmam ter dado um paso importante no tratamento da leucemia, após terem seguido o caso de duas gémeas de Kent – uma padecia da doença, a outra não. Os peritos descobriram as células que dão origem à maioria dos casos em crianças, antes de chegarem à adolescência.  Uma das gémeas, de quatro anos, tinha sido diagnosticada a doença aos dois anos. De acordo com a investigação, as duas partilham células geneticamente anómalas, mas apenas uma das gémeas tinha um defeito celular que muda as células de um estado “pré-leucemia” para leucemia. Com a descoberta, os cientistas querem agora desenvolver medicamentos que tratem com precisão estas células, destruindo o “coração” que está na origem da doença. “Com a identificação das células envolvidas, temos esperança de que seja possível identificar as crianças de risco”, explica à BBC o especialista Vaskar Saha.

A vida seria tão mais bela com a recuperaçao de tantos doentes, crianças e adultos, que sofrem de leucemia. Agora há uma esperança…

Susana Faria


 

Comentário (1) »