Um coração que parou… e voltou a bater!

Todos os anos morrem milhares de pessoas à espera de um transplante. A tentativa de criar órgãos que permitam ultrapassar a falta de dadores e a rejeição de órgãos transplantados já conduziu a diversas descobertas. Desta vez uma equipa de cientistas norte-americanos optou por uma abordagem inovadora e conseguiu que os corações de ratos mortos voltassem a funcionar. O sacrifício de um pequeno rato pode contribuir para salvar milhões de seres humanos. Na experiência conduzida por cientistas norte-americanos, a um ratinho de laboratório foi-lhe retirado o coração. Em vez de tentar produzir um coração de raiz, os investigadores do Hospital Geral do Massachusetts aproveitaram a estrutura tridimensional cardíaca de base para construir um novo órgão. Retiraram todas as células através de uma técnica já conhecida, deixando apenas uma espécie de esqueleto em tecido orgânico que foi injectado com centenas de milhões de células cardíacas imaturas de ratos recém-nascidos. Os corações bio-artificiais dos ratos foram colocados em incubadoras que simularam o ambiente natural de um coração em desenvolvimento. Quatro dias depois, deram-se as primeiras contracções. Oito dias depois, os corações começaram a bombear sangue. A ideia de produzir órgãos que possam salvar vidas mobiliza centenas de investigadores pelo mundo inteiro. Os transplantes são verdadeiros milagres para quem já não tem um coração, fígado, rins ou pulmões que assegurem as funções vitais. Mas o número de dadores é inferior às necessidades. E há quem espere até à morte por uma segunda oportunidade. Nem sempre bem sucedida devido, entre outros, ao risco de rejeição. Esta experiência é apenas um primeiro passo num longo caminho de experiências e conhecimento mas um grande salto em direcção aos órgãos artificiais.

Não quero aqui comentar a “utilização” dos ratinhos e outros animais similares em experiências e investigação científica. Mas quero aqui frisar que estas investigações são o reflexo que a inteligência que Deus nos deu é bela… em particular quando a colocamos ao serviço do futuro bem-estar da humanidade.

 Susana Faria

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