Arquivo para Janeiro, 2009

Meditação bíblica

Lucas 12,29-34: Onde está o meu tesouro?
Jesus disse: Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, nem andeis ansiosos, pois as pessoas do mundo é que andam à procura de todas estas coisas; mas o vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Procurai, antes, o seu Reino, e o resto vos será dado por acréscimo. Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino. Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lucas 12,29-34) 
Será que Jesus é ingénuo? Não compreende que vivemos num mundo em que temos de nos esforçar para satisfazer as nossas necessidades essenciais? Quando lemos com atenção os Evangelhos, vemos que Jesus não é nada ingénuo. Certo dia, disse aos seus discípulos: «Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos» (Lucas 10,3).
Neste texto, Jesus reconhece que a humanidade tem necessidades e recorda que Deus sabe bem de que é que os seus filhos precisam. Então, por que razão ele diz aos seus discípulos de modo tão imperativo: «Não vos inquieteis»?
Num mundo fascinado pela segurança e pelo conforto, o Evangelho coloca a todos uma pergunta fundamental: em que deposito eu a minha confiança? O que é para mim mais importante? Jesus diz aos seus discípulos que onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração. O coração, na Bíblia, é o centro da pessoa humana. É o local onde tudo se encontra – a inteligência, a vontade, a nossa capacidade de decidir e os nossos desejos mais profundos. O coração pode facilmente afeiçoar-se ao seu tesouro. É por isso que é extremamente importante aprender a escolher bem e a criar raízes naquilo que é verdadeiramente importante.
Para Jesus, o tesouro é o Reino. Falar do Reino de Deus é falar do próprio Deus. Procurar o Reino é uma outra maneira de dizer que apenas Deus pode dar uma segurança e um significado verdadeiros às nossas existências.
O discípulo é aquele que quer viver de uma maneira radical e nova, na confiança de que Deus, chamado por duas vezes «pai» no texto, sabe aquilo de que ele precisa. Quando os nossos corações compreenderem isso, então as coisas de que precisamos para viver deixam de ser a fonte da nossa vida ou a chave da nossa felicidade. Tudo encontra o seu verdadeiro lugar. As «pessoas do mundo», como Jesus lhes chama, depositam o seu coração numa má escolha, por isso vivem inquietos.
A confiança pode abrir e transformar a vida de um discípulo: «Vendam aquilo que possuem e dêem-no aos pobres». A existência dos que escutam as palavras e as metem em prática é «recentrada». As suas necessidades pessoais deixam de ser o ponto em torno do qual centram a sua vida, e começam a viver para os outros. Passam de uma existência centrada sobre si próprios para uma vida de partilha. Foi assim que viveram as primeiras comunidades cristãs (ver Actos 2,45; 4,34-37). Talvez muitos tenham começado a acreditar que o Evangelho era mesmo uma Boa Nova quando viram que, para os discípulos de Cristo, ele não era apenas um conjunto de palavras vazias.
Onde está o meu tesouro? Como modificam as palavras de Jesus a maneira como estabeleço as minhas prioridades?
Se fosse preciso tornar mais simples a minha existência, quer material quer interiormente, o que deixaria eu de lado? E com que coisas ficaria?

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SER EQUILÍBRIO…

Para tudo na vida é preciso equilíbrio..

A vida deve ser uma constante busca de equilíbrio entre o…

Ser alegre…e não inconveniente.
Ser sincero…e não magoar.
Ser firme nas ideias…e não arrogante.
Ser humilde… e não submisso.
Ser rápido… e não impreciso.
Ser contente… e não complacente.
Ser despreocupado…e não descuidado.
Ser amoroso…e não pegajoso.
Ser pacífico…e não passivo.
Ser disciplinado… e não rígido.
Ser flexível… e não frouxo.
Ser comunicativo… e não exagerado.
Ser obediente… e não cego.
Ser doce… e não melado.
Ser moldável… e não tolo.
Ser introspectivo…e não enclausurado.
Ser determinado…e não teimoso.
Ser corajoso…e não agressivo.

Para tudo isto ajuda o discernimento dos espíritos, a contemplação do Espírito de Deus, a atenção ao espírito do mundo que nos desafia, constantemente, a seguir o caminho errado… Fixemos o nosso coração em Deus, recebamos gratuitamente os frutos do Espírito Santo e façamos o Bem… só o Bem!

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SEM AMOR…

A inteligência sem amor, faz-te perverso.

A justiça sem amor, faz-te implacável.

A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.

O êxito sem amor, faz-te arrogante.

A riqueza sem amor, faz-te avarento.

A docilidade sem amor, faz-te servil.

A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.

A beleza sem amor, faz-te ridículo.

A autoridade sem amor, faz-te tirano.

O trabalho sem amor, faz-te escravo.

A simplicidade sem amor, deprecia-te.

A lei sem amor, escraviza-te.

A política sem amor, deixa-te egoísta.

A vida sem AMOR… não tem sentido!

(Desconhecido)

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SER / ESTAR ZEN – Uma moda ou uma revolução?

São várias os caminhos para alcançar a liberdade interior: um deles é a meditação Zen, nascida no séc. VI). A palavra Zen é japonesa, deriva da palavra ch’an chinesa, que por sua vez deriva da palavra Djana em sânscrito.

O Zen permite o acesso directo ao conhecimento de si próprio, para lá dos sistemas, dos valores das nações e das raças. É uma revolução interior. É reencontrar as raízes e penetrar a realidade da vida. Respirar, andar, dormir, comer, trabalhar, pensar, viver em harmonia com os outros em com aquilo que nos rodeia, é o espírito da vida, do caminho que nos foi legado por Buda Shakyamuni.

É o essencial e o equilíbrio da nossa vida. O Zen consiste essencialmente na prática do zazen. Zazen não é somente um exercício espiritual, mas a realização da sabedoria pelo corpo, que revela algo de comum a todos os seres humanos. A calma e a harmonia ajudam o discípulo Zen. O silêncio também.

Mas Mestre Dôgen dizia: “No teu próprio coração aí mesmo é a tua sala de exercício”. A maior parte das pessoas pensam incessantemente no passado ou no futuro. Assim a vida nunca é vivida plenamente. O viver é aqui e agora. Passado e futuro não tem existência.

Um grande Mestre Zen dizia: “Vós que procurais o Caminho, por favor não percais o momento presente.” E não perder o momento presente foi o que fez Mestre Deshimaru que um dia recebeu do seu Mestre um caderno de anotações onde entre outras frases estava escrito o seguinte:

Zazen é aprender pela experiência, algo do espírito de Buda.
Zazen é mudar radicalmente o nosso próprio espírito.
Zazen é uma revolução fundamental da nossa vida.
Zazen é renascer e descobrir uma vida nova.
Zazen é a grande porta para penetrar no segredo do Budismo.
Zazen é ele próprio o Satori. Satori não é mais do que a prática do Zazen.
Zazen é não é austeridade nem mortificação. É o verdadeiro acesso à felicidade, à paz, à Liberdade.
Zazen é o renascer de cada um e a compreensão do verdadeiro eu.
Zazen não é um raciocínio, nem uma teoria, nem uma ideia. Não é um conhecimento para ser entendido pelo cérebro, é tão somente uma prática.
Zazen não é um jogo de dialéctica nem um conceito filosófico.
Zazen é a suprema sabedoria. É encontrar a verdadeira liberdade do nosso espírito.
Zazen é a transmissão do espírito do Mestre ao discípulo. É uma transmissão directa, uma comunicação imediata de espírito a espírito, de ser a ser.
Zazen é o abandono de todo o nosso eu. É o esquecer o nosso eu. É a renúncia total do nosso eu. Pois não podemos encontrar tudo senão abandonando tudo.
Zazen é fusão com todo o universo

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