Outubro 23, 2009
· Arquivada em Coimbra
Se há três anos me perguntassem se pensava deixar Lisboa e ir viver para outra cidade, a resposta seria uma expressão de surpresa misturada com uma pitada de loucura. Volvidos três anos eu e o Tiago mudámo-nos para Coimbra pelas razões que todos vocês conhecem. As mudanças nunca são fáceis, pelo que parece óbvio que a postura a ter perante os factos é: não se trata de uma mudança mas sim de um começo.
Os começos são, para mim, e apesar dos sentimentos de tristeza e nostalgia que os 190km de distância de Lisboa me provocam, um tempo fascinante. Parece óbvio dizer que em cada início se escondem oportunidades e expectativas. No fundo, o início é marcado por novos caminhos. Fazemos o mesmo que normalmente fazíamos, mas encontramos uma energia que nos desperta para o compromisso, num outro espaço físico, num grupo humano com cultura e forma de estar diferentes. Para isso, são necessárias duas atitudes: a de saber o que verdadeiramente interessa e a de querer fazer descer a vida à nossa profundidade.
A vida é uma teia de acontecimentos e desejos, que nos movem cada dia para paisagens inesperadas. Contudo, é muito importante termos claro aquilo que não podemos deixar para trás, os nossos tempos e lugares de paragem e sabor. Cada um encontrará aquilo que significa este tempo ou este espaço: oração, tempo para conversas mais pessoais, dedicação a alguém em particular, ler, escrever, etc. Se lhe dedicarmos tempo e espaço cada dia, acabamos por voltar ao entusiasmo, encontramo-nos numa espécie de repetição rítmica dos nossos desejos profundos.
A segunda atitude de fundo é aquela de podermos descer à nossa profundidade e tomarmos o pulso dos acontecimentos. É muito saudável termos tempo e espaço para saborear o que acontece, ajuda-nos a falar em primeira pessoa nos acontecimentos de cada dia, sem nos deixarmos arrastar pela pressa, pelo stress, ou pela velocidade do que vai acontecendo. Assim, em momentos de solidão e silêncio, deixamos falar aquilo que é mais importante: a qualidade interior do que somos e do que fazemos.
Um óptimo fim de semana para todos!
Outubro 21, 2009
· Arquivada em Ciência, Saúde e Ambiente, Mundo, Sociedade
São já dez as empresas portuguesas certificadas com o Rótulo Ecológico Europeu, símbolo atribuído às marcas que promovem produtos e serviços que contribuem para reduzir os impactos ambientais negativos (por comparação com outros artigos do mesmo grupo).
Se gosta de comprar bens e serviços amigos do ambiente, tome nota das empresas nacionais distinguidas: Tintas Robialac, Hempel Portugal, Natura Pura Ibérica, a Refúgio Atlântico, Turiviana, Lasa, F.Lima, Tintas Dyrup, Renova e COELIMA.
Outubro 21, 2009
· Arquivada em Cultura, Filosofia, Lazer, Meditação, Mundo, Oração, Religião, Sociedade, Solidariedade
Ágape, a palavra grega que traduzimos por Caridade, é aquilo que o próprio Deus é, Amor de Benevolência, total capacidade de dom e acolhimento, em Festa. E nós também nos podemos definir sempre por estas duas dimensões. A caridade é perceber que nós, na nossa raiz, na nossa essência, somos fundamentalmente uma capacidade de acolhimento e, simultaneamente, uma capacidade de dom, de fazer de nós um bem para o outro. E posso ser muito caridoso no sentido de dar, mas não saber receber. Há muito amor em saber receber, em engrandecer o outro fazendo-se pequenino.
Vasco P. Magalhães, sj
E eu que tenho dado tão pouco… e recebido tanto…
Outubro 20, 2009
· Arquivada em Ciência, Saúde e Ambiente, Coimbra, Cultura, Lazer, Portugal, Sociedade
Visitar um jardim botânico é como viajar pelo planeta sem sair da cidade. As colecções de plantas que preenchem cada espaço transportam-nos para diferentes latitudes e regiões do mundo, transformando o Jardim num verdadeiro museu vivo.
O Jardim Botânico, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por 13 hectares em terrenos que na sua maior parte foram doados pelos frades Beneditinos.
Os jardins botânicos surgem na Europa como consequência da expansão europeia do século XV. O contacto com plantas e animais exóticos despertou o interesse pelo seu estudo. oOJardim Botânico de Coimbra foi criado com o objectivo de complementar o estudo da História Natural e da Medicina. Podemos destacar neste período o naturalista e botânico Avelar Brotero com várias publicações científicas, entre as quais a primeira Flora Lusitana (1804). Este investigador português deu início à primeira escola prática de Botânica.
O Jardim é também um espaço de tranquilidade, repleto de recantos que nos convidam simplesmente a um passeio.
Para mais informações consultem: http://www.uc.pt/jardimbotanico.
PS: É uma vergonha, bem sei, mas eu e o Tiago ainda não visitámos este lugar magnífico, apesar de passarmos ao lado dele, todos os dias!

Recanto Tropical

Portão principal

Estufa Grande
Outubro 15, 2009
· Arquivada em Ciência, Saúde e Ambiente, Cultura, Lazer, Mundo, Portugal, Sociedade
Apesar das preocupações com doenças ou rendimentos, velhice tende a ser época dourada.
À medida que mais pessoas vivem até aos cem anos, é tranquilizador saber que a maioria fica mais feliz à medida que envelhece e exerce maior controlo emocional do que os jovens adultos. Esta é pelo menos a conclusão de alguns investigadores que participam na convenção anual da Associação de Psicólogos Americanos.
“A esperança de vida mudou, porque as pessoas mudaram a maneira como vivem”, disse Lauren Carstensen. Apesar das preocupações com doenças ou rendimentos, a velhice tende a ser uma época dourada, dizem os especialistas, que descobriram que os idosos sabem aproveitar bem o tempo que lhes resta e aprenderam a evitar situações que os fazem sentir tristes ou com stress. Os idosos “evitam colocar-se em situações em que vão ser infelizes. Também tiveram mais tempo para aprender e compreender as intenções dos outros, o que os ajuda a evitar situações de stress”, indicou.
Um dos conselhos é imaginar formas de gozar os anos que aí vêm e pensar em viver bem e de forma saudável até aos cem anos.
Quando li esta notícia, também eu fiquei mais feliz!!! Não só por saber que o futuro que me espera é previsivelmente positivo, mas em particular porque vi nesta notícia um post perfeito para este blog. É que a vida é mesmo bela, mesmo quando nos parece exactamente o contrário. Não gosto de fazer comentários furtuitos mas para mim não há nada melhor que viver e saber ser feliz… porque a felicidade também se constrói!
Fonte: Diário de Notícias, 09Ago2010
Outubro 15, 2009
· Arquivada em Cultura, Lazer, Meditação, Música, Sociedade
Comemora-se o 10.º aniversário da morte da fadista Amália Rodrigues. Recordo-me dos tempos em que dizia não gostar de fado… não o conhecendo… Em modo de homenagem deixo-vos aqui a letra do fado que mais gosto de ouvir do Alexandre O’Neill…
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.