iPray # A oração do “não sei”

Entre mim e Jesus:
Eu: não sei que dizer…
Jesus: não tens que dizer nada; escuta somente.
Eu: não sei como começar…
Jesus: não há como começar o que se iniciou desde toda a eternidade: Eu te amei/amo com amor eterno.
Eu: não sei como estar na presença de Deus…
Jesus: tens-Me dentro de ti, procura bem; és templo de Deus, faz silêncio.
Eu: não sei o que fazer durante a oração…
Jesus: não tens que fazer nada, senão escutar-Me e deixar que Eu te contemple; o resto vem por acréscimo.
Eu: não sei como escutar…
Jesus: a minha Palavra é eterna; inclina-te sobre o teu coração, escuta-o, aí a Palavra está gravada.
Entre algumas personagens do Novo Testamento e Jesus:
Maria Madalena: não sei perdoar-me…
Jesus: não tens que perdoar-te; Eu te perdoo e te levanto com dignidade, porque és filha de um Rei.
Tomé: não sei qual é o caminho…
Jesus: não vês o caminho? Sou Eu; toca-Me. Se te sujeitas a Mim e caminhas a Meu lado, já estás no caminho e chegarás à Verdade e à Vida.
Filipe: não sei quem é o Pai, não O vejo…
Jesus: quem Me vê, vê o Pai. Eu faço tudo o que é do Seu agrado.
Pedro: não sei caminhar sobre as águas…
Jesus: fixa em Mim o teu olhar e poderás caminhar sobre qualquer obstáculo. Se afastas de Mim o teu olhar, afundar-te-ás.
Samaritana: não sei onde posso matar a minha sede…
Jesus: vem saciar-te na Minha fonte; Eu sou a Água que jorra para a vida eterna.
Lázaro: não sei como assumir a dor e a morte…
Jesus: não temas! Eu sou o Médico e a Medicina; a Ressurreição e a Vida. O que crê em Mim não morrerá para sempre.
Zaqueu: não sei como preencher o vazio da minha vida…
Jesus: deixa-Me entrar em tua casa e preencher-te com a Minha companhia.
João: não sei permanecer de pé junto à Cruz sem sentir-me desfalecer…
Jesus: se caíres, Eu te sustentarei. A fidelidade passa pela valentia de reconhecer que sem Mim nada podes, que a tua força sou Eu.
Marta: não sei que fazer com os meus cansaços e preocupações…
Jesus: senta-te a Meus pés, escuta as Minhas Palavras e não te afanes tanto; não necessito que faças muito, mas que ames muito.
Bom ladrão: não sei como reparar o meu dano, devolver o que roubei…
Jesus: deixa-Me roubar o teu coração e levá-lo comigo para o céu.
Coloca-te na presença de Deus e apresenta os teus “não sei” a Cristo Jesus, escutando como Ele te vai respondendo e, assim, deixar que te preencha da Sua sabedoria. Nós não sabemos; Ele é a sabedoria infinita que nos ama, nos conhece e nos abraça.
in Casa de Exercícios de Santo Inácio de Loyola FB

Em modo # Agradecida

Estes três últimos dias foram passados em Exercícios Espirtuais na Casa de Santa Maria Rafaela, em Palmela (este sítio é tão mas tão maravilhoso…), dados pelo Pe. Carlos Azevedo Mendes sj (como diz um amigo meu, o Pe. Carlos rocks!). Os EE terminaram ontem mas o desafio mais difícil é dar-lhes sentido na vida quotidiana (agora é que vai doer!). Fazer os EE são uma experiência profundamente individual pelo que só quem os vive pode partilhar como os saboreou e como os viveu. Pessoalmente, para mim os EE são densos e duros pois obrigam-me a reflectir sobre a minha relação comigo própria, com os outros e com Deus (estão a imaginar como é fácil, certo?). Esta oração passa sobretudo por um constante e rigoroso exame de consciência: se por um lado, consigo consoladamente confirmar os dons e graças gratuitamente oferecidos, por outro lado, caio na conta do constante mau uso que faço da liberdade que, só por acaso, é o maior bem que Deus nos dá (as sestas, curtas!, que fiz entre uma oração e outra encaixam perfeitamente aqui). Não obstante, o maior sentimento que fica desta experiência é a gratidão por tanto bem recebido nestes últimos 3 dias, apesar da consciência que a minha caminhada ainda só está no principio. Porque como diz Santo Inácio “não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e gostar as coisas internamente”. 

Notícias das más # “O Mediterrâneo não é um mar, mas sim um cemitério”

Este Domingo cerca de 900 imigrantes estão desaparecidos no mar Mediterrâneo, depois de a traineira onde viajavam com destino a Itália ter naufragado a 60 milhas da costa da Líbia. A confirmar-se, terá sido o pior desastre dos últimos tempos a envolver imigrantes no Mar Mediterrâneo.
Como em 2013, a expressão “nunca mais” volta a ser repetida. Como em 2013, quando morreram mais de 360 pessoas ao largo de Lampedusa, espera-se que algo seja feito, depressa, para minimizar o drama quotidiano das mortes no Mediterrâneo, a fronteira em paz onde mais se morre no mundo. O problema é que o que foi feito em 2013, só durou até Outubro de 2014, quando a Itália pôs ponto final a operações que envolviam gastos de 9 milhões de euros por mês e que os parceiros europeus recusavam partilhar.
O Papa Francisco, que recorde-se fez a sua primeira viagem apostólica a Lampedusa,  já se manifestou sobre a tragédia que terá provocado cerca de 900 desaparecidos. “Faço um apelo à comunidade internacional, para agir de forma decisiva e rápida, para evitar que tragédias como esta ocorram novamente”, disse. “Dirijo um premente apelo à comunidade internacional para agir de forma decisiva e rapidamente, para evitar tais tragédias ocorram novamente”, disse o Papa Francisco, citado pelo jornal italiana La Reppublica.
Como escreve Alexandre Homem Cristo será que a rotina do horror nos tornou indiferentes? Quantos mais terão de morrer no Mediterrâneo até que a Europa assuma as suas responsabilidades?